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16 de Agosto de 2017
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    Veja destaca campanha da adoção internacional

    “Veja”, a revista de maior circulação do país, traz na capa de sua edição dedicada ao Rio de Janeiro a fotografia de jovens adotados. Dentro, seis páginas abordam o tema da adoção. A “Veja Rio” tem 40 mil exemplares semanais distribuídos em lares e bancas do estado, com alcance estimado de 100 mil leitores. O que esta ampla divulgação auxilia a situação de crianças e jovens que estão à espera de uma nova família?

    Segundo a desembargadora Ana Maria de Oliveira, coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai), matérias jornalísticas como essa ajudam a mostrar para mais pessoas o que pode dar certo, em casos de adoções, mesmo para famílias que já têm filhos adotivos e biológicos.

    Ela relembra que a adoção internacional é a alternativa final quando não há mais possibilidades na família estendida (parentes próximos) ou, eventualmente, na própria comunidade, nem em uma família brasileira. “Nestes casos, e depois de todas as cuidadosas avaliações, as famílias residentes em outros países são uma excelente opção”.

    No Brasil, há mais de 7.500 crianças e adolescentes à espera de uma família, sendo 1.780 vivendo em abrigos no Rio e 569 destas aptas para adoção imediata. Na outra extremidade, existem mais de 3.580 pretendentes à adoção somente no Estado do Rio. Conciliar estes números é o grande desafio.

    O juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, presidente da Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância e Juventude e Idoso (Cevij), afirma que “a revelação de casos reais aproxima mais pretendentes à adoção e ao apadrinhamento de crianças e adolescentes”. Ele cita efeitos semelhantes que surgem nos relatos dos Grupos de Apoio do programa de apadrinhamento.

    CF/AB

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